Hoje eu gostaria de me unir a inúmeros e diversos autores que ao longo das últimas décadas tem dispensado dias, meses, anos para escrever sobre um tema que tem se tornado cada vez mais importante nos nossos dias. Gostaria de falar a respeito de Liderança.

Em primeiro lugar não tenho a prepotência de me considerar um “expert” no assunto e muito menos em me considerar no mesmo nível de alguns autores como foi Stephen R. Covey, Augusto Cury, John C. Maxwell, Bill Hybels, James C. Hunter, Jack Welch, Jim Collins e outros, porém posso dizer que aprendi muito quando tive oportunidade de assistir suas palestras ou ler seus livros.

Nos dias de hoje, a liderança é muito discutida em diversos níveis e segmentos da sociedade. Nas Instituições religiosas, nos movimentos estudantis, nas empresas, na família, em diversos lugares. O que será então essa tão discutida e importante característica: a Liderança?

No meu entendimento, liderança se resume a uma simples palavra, porém que precisa ser compreendida em toda sua profundidade. Liderança é coragem.

Vocês podem estar se perguntando, porque coragem? E podem até mesmo estar pensando em desistir de continuar a leitura desse texto por não concordarem com a definição de liderança como sendo coragem. Se você parar de ler este texto, vou suspeitar que você não teve coragem.

Porque Coragem? Vamos lá então:

1 – Coragem de ser capaz de compartilhar seus pensamentos, sentimentos, visão e deixar-se conhecer. Nos dias de hoje temos vivido um mundo de virtualidade, onde fingimos ser pessoas que não somos ou que gostaríamos de ser. Usamos a internet e o “Nickname” para nos escondermos e nos relacionarmos. Os relacionamentos tem se tornado cada vez mais virtual, frio e sem nenhum afeto que nos levam a uma bipolaridade e nos escondemos dos outros, afinal o que vão dizer se as pessoas conhecerem quem eu realmente sou, o que estou pensando, o que estou sentindo, a visão que tenho? Precisamos de coragem para abrir a janela da nossa casa, compartilhar sonhos e deixar as pessoas nos conhecerem então elas serão capazes de saber o que se passa e assim diminuir a distância nos relacionamentos.

2 – Coragem de ser capaz de ouvir os outros e compreender diferentes pontos de vista. Essa parte é a mais difícil, pois estamos mais prontos a falar, apontar, dar ordens do quê se deve fazer, como fazer e quando vemos algo que foi planejado não dar o resultado esperado, culpar as pessoas, os meios, se tornam a maneira mais fácil de aliviar a carga. Não paramos para refletir e chamar as pessoas envolvidas e discutir o que pode ter acontecido para que o resultado esperado não fosse alcançado (muito menos em chamar os envolvidos antes de determinar as estratégias ou rumo de determinada situação porque há o medo de se deparar com diferente ponto de vista e isso pode ser um risco). Imaginem a incapacidade de alguns que possuem posição de liderança em ouvir diferente ponto de vista com relação à forma de trabalho, comando ou atitude. Você está pronto?

3 – Ter coragem de sempre falar a verdade. É interessante que achamos que podemos manipular a verdade ou uma situação dando o famoso “jeitinho” de fazer as coisas e não percebemos que se alguma coisa não estiver 100% coerente com a verdade, então não há verdade! Não podemos considerar um tema onde 99% de determinada situação é apresentada e se oculta 1% e busca-se induzir a outra parte a entender que 99% das informações refletem a verdade.

4 – Coragem para servir. Isso mesmo, servir. Muitos acreditam que chegar à posição de liderança é o momento de consagração e onde passaremos a ser servidos. Isso não deve acontecer, é necessário deixar um legado, e deixar um legado é preciso transferir tecnologia, conhecimento, cuidados. É se esvaziar ensinando e servindo com tudo aquilo que se aprendeu ao longo do tempo para que outros cresçam e se tornem melhores e juntamente um ao outro seja criado um edifício do saber, porém um edifício não se constrói de cima para baixo, se constrói de baixo para cima e se usam tijolos.

5 – Coragem para ser substituído. Muitas pessoas querem se tornar insubstituível, porém não são capazes de construir um legado forte, promissor, encorajador, e isso está longe de ser o alvo de alguns que se escondem atrás de informações, e não fazem a “passagem do bastão” de forma coerente, pelo contrário, se tornam egoístas acreditando de maneira irracional que dessa forma serão insubstituíveis. Alguém que é capaz de construir não se torna uma opção de substituição e sim de promoção.

6 – Coragem para não negligenciar os valores e as prioridades. Uma das coisas mais tristes que vemos nos nossos dias é a inversão de valores e mudança de prioridades. Lideres tem valores enraizados e prioridades definidas. Não significa que esses fatores deixem qualquer planejamento imutável, mas significa que independente do meio ou circunstâncias os pilares permanecerão inabalável.

7 – Coragem para caminhar com quem não queremos. Já parou para pensar que em todos os lugares encontramos pessoas como o Hardy? Afinal, quem é esse? Hardy é a hiena do desenho da produtora Hanna- Barbera que sofria de pessimismo e uma depressão nervosa profunda e crônica que andava com o leão Lippy. Precisamos ser capaz de mostrar que onde se quer chegar é muito melhor de onde se está, e para isso, é preciso caminhar juntos e não abandonar. (como seria fácil abandonar, não?!)

Como disse no começo, não quero me comparar aos grandes nomes com quem tenho aprendido, mas quis humildemente somar na análise desse tema. Espero poder ter contribuído.

Deus abençoe.

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