Até onde podemos ir?

Há algumas semanas atrás estava pensando a respeito do por que passamos por algumas situações. Situações estas onde muitas delas temos a certeza que não esperávamos que acontecesse conosco, mas acabaram acontecendo.

Podemos passar por situações tensas, que tiram nosso sono, nos deixam deprimidos, nos deixam angustiados, ficamos como que sufocados, sem rumo e até às vezes, sem esperança.

Pensando nisso, minha mente acabou me arremetendo a algumas histórias que li e ouvi. Uma dessas histórias fala a respeito de um homem que estava sendo levado preso, injustamente, de uma nação a outra. Essa transferência seria feita por navio, mas antes do seu embarque, este homem teve um sonho.

No sonho, ele  recebeu uma noticia que na sua viagem haveria uma grande tempestade, e que todos teriam grandes perdas, inclusive o próprio navio ficaria danificado, mas todas as vidas seriam salvas, contanto que todos permanecessem no navio.

Durante a viagem, aconteceu conforme o homem havia sonhado: ventos fortes, chuva, e nada de sol durante muitos dias, apenas densas nuvens, a tal ponto que parecia que não havia mais dia, somente escuridão.

Todos no navio começaram a se desesperar, tentavam baixar os botes salva-vidas, pois o navio parecia ir a pique com tanta água, ventos e choque das ondas. Então o homem que teve o sonho, chegou para o capitão e disse a ele que se algum dos tripulantes ou qualquer outro que estava no barco abandonasse o navio, todos morreriam, o capitão acreditou nesse homem, principalmente pelo fato que antes da viagem, havia recebido a informação a respeito do sonho desse prisioneiro, mas na ocasião não lhe dera ouvidos, mas dessa vez, foi diferente.

Recordo-me que nessa história o homem que viajava comentou em seus relatos: “havia-se dissipado toda a esperança naquele lugar”.

Ouvi outra história, de um grande homem, que toda a sua vida foi correta, andou com as pessoas, fazia amizade facilmente e era muito carismático, mas é claro, tinha seus inimigos, não porque ele assim o quisesse, mas porque simplesmente havia pessoas que lhe queriam mal e sempre tentavam prejudicá-lo.

Um dia esse homem passou uma grande adversidade. Conta-se que em um de seus passeios, chegou ele com amigos a um jardim, mas lá foram contra ele seus inimigos, que o seguiam, o pegaram e o levaram. Seus amigos acabaram abandonando ele no momento, pois os inimigos eram muitos, e por medo, fugiram, alguns por receio se esconderam, outros ficaram olhando ao largo.

Histórias duras e em ambas podemos fazer um paralelo com a nossa vida. Podemos entender o navio como sendo nossa vida, a tempestade, choque de ondas, ventos, são as lutas que passamos, algumas delas surgem de repente, assim como ocorre em alto mar, a mudança do clima pode mudar sem avisos. Muitas vezes o capitão tem que lutar para conseguir manter o navio no rumo, a tripulação e as pessoas a salvo. Assim é com nossa vida, onde o capitão somos nós, a tripulação e passageiros, podem ser nossos familiares, amigos, e de repente, chega à tempestade, os ventos, as ondas gigantes, a escuridão.

Na outra história há outra realidade. Quando estamos passando pelos momentos de maior necessidade, ou de tensão, olhamos para os lados e algumas vezes nos sentimos sozinhos, às vezes estamos realmente sozinhos, abandonados pelos amigos. É como se estivesses com uma doença contagiosa, e as pessoas não querem se aproximar para não correr o risco de passar pela mesma situação, passam ao largo, sem se importar, alguns até aparecem, mas na verdade estamos sozinhos.

É interessante conhecer essas duas histórias, em ambas aprendo que sou capaz de ir além e vencer na vida, mas como?

Pelos detalhes de cada história.

Na primeira delas, aquele homem teve um sonho, e lá estava à resposta, permanecer no navio significava a salvação de todos. Aprendo aqui que eu preciso permanecer no navio, mesmo que as situações sejam as mais adversas. No final dessa história, o homem relata que todos se salvaram.

Na outra história, o homem que foi preso pelos seus inimigos foi levado a julgamento como um criminoso, com mentiras e muitas provas forjadas contra ele e acabou sendo condenado à morte.

Mas como nessa última história eu consigo aprender alguma coisa? Simplesmente pelo fato de que esse homem é o homem mais falado até os dias de hoje, chama-se Jesus, o homem que ressuscitou, e aqui está o melhor detalhe, ele é quem pode nos dar a esperança, a mesma esperança que o apostolo Paulo teve no navio enquanto prisioneiro era levado para Roma, enquanto outros perdiam a esperança, Jesus dá a esperança de conseguir, viver, vencer, permanecer.

 Até onde podemos ir? Até onde nossos sonhos e nossa esperança nos leva! Creia, e você também vai longe, muito além do que se pode esperar!

Felipe Hodar

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